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Fotografia: António Chaves
© Câmara Municipal de Matosinhos


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Identificação do Monumento:
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos
Outra designação:
Igreja paroquial de Matosinhos; Igreja do Salvador
Localização:
Matosinhos, Porto, Portugal
Data:
Século XVIII
Tipologia do monumento:
Arquitectura religiosa (santuário de peregrinação).
Artistas:
Arquitectura, pintura e decoração atribuídas a Nicolau Nasoni (1691–1773); entalhadores: Luís Pereira da Costa (activo c.1724–n.d.), Domingos Martins Moreira (activo 1746–1750).
Encomendado por:
Irmandade do Bom Jesus de Matosinhos.
Historial:
Na origem do santuário encontra-se uma lenda que, à semelhança de outras existentes em finisterras portuguesas, se reporta à origem mítica da imagem venerada. Neste caso, a imagem do Senhor de Matosinhos teria sido lançada à água na Palestina, por Nicodemos. Foi dar a Matosinhos, a 3 de Maio de 124 d.C., no sítio do Espinheiro, com apenas a perda de um braço, sem que qualquer artista o conseguisse recompor. Uma velha teria sido, posteriormente, surpreendida por um ramo seco que teimava em saltar do lume, reconhecendo depois tratar-se do braço que faltava à imagem.
Descrição:
Igreja de três naves, com capela-mor e duas capelas laterais na cabeceira. Nicolau Nasoni concebeu a traça da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos numa altura em que a confraria necessitava de remodelar o templo, cuja última versão datava do século XVI. Aparentemente pequena em escala e alcance, a obra acabaria por ter uma repercussão regional significativa. A reconstrução manteve a planta inicial. Nasoni acrescentou-lhe, porém, uma nova fachada barroca e modificou parcialmente os alçados, o que permitiu actualizar a linguagem pelo interior, possibilitando a instalação de um tecto de caixotões. As campanhas de decoração dotaram o templo de um conjunto de retábulos de madeira com uma escala apropriada para o edifício, tendo a capela-mor sido integralmente revestida com talha dourada. O efeito, hoje, é o de uma espécie de gruta, densa, intricada e túrgida.
Como foi estabelecida a datação:
Documentação; análise estilística.

 

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Fachada

Rua Silva Cunha

1743–1748

Nicolau Nasoni (1691–1773)

Apesar da dominante horizontal da fachada, as duas torres são esguias, coroadas pelos pináculos contracurvados, típicos do Barroco regional português.
 
 
Vista geral da nave da Igreja

Interior

1726–1750

Entalhadores portugueses: Luís Pereira da Costa (activo c.1724–n.d.), Domingos Martins Moreira (activo 1746–1750)

O interior do edifício, pequeno e baixo, é, no entanto, valorizado pelo denso trabalho de talha dourada patente nos retábulos laterais e, especialmente, na capela-mor.
 
 
Capela-mor

Interior

1726–1750

Entalhadores portugueses: Luís Pereira da Costa (activo c.1724–n.d.), Domingos Martins Moreira (activo 1746–1750).

A capela está completamente revestida com talha dourada. No centro do altar, repousa a imagem miraculosa de Nosso Senhor de Matosinhos, ladeada por estátuas de pedra do Renascimento tardio.
 
 
Capela lateral, Capela do Santíssimo Sacramento

Lado esquerdo interior da nave

1726–1750

Entalhadores portugueses: Luís Pereira da Costa (activo c.1724–n.d.), Domingos Martins Moreira (activo 1746–1750)

Sumptuoso retábulo de talha dourada.
 
 
Capela lateral de Nosso Senhor dos Passos e de Nossa Senhora da Soledade

Lado direito interior da nave

1726–1750

Entalhadores portugueses: Luís Pereira da Costa (activo 1724–n.d.), Domingos Martins Moreira (activo 1746–1750)

Notável retábulo de talha dourada.
  Bibliografia seleccionada:
Brandão, D. P., A obra de Nicolau Nasoni no actual Concelho de Matosinhos, Porto, 1964.
Oliveira, M. J., Matosinhos (…), 1989.
Citation:
Paulo Pereira "Santuário do Bom Jesus de Matosinhos" in Discover Baroque Art. Place: Museum With No Frontiers, 2014. http://www.discoverbaroqueart.org/database_item.php?id=monument;BAR;pt;Mon11;21;pt
Autoria da ficha: Paulo Pereira
Número interno MWNF: PT 21