Fotografia: José Pessoa ,  © DDF/IMC,I.P


Designação do objecto:

Vista do Mosteiro e Praia de Belém

Outra designação:

Vista do Mosteiro dos Jerónimos e Praça de Belém

Localização:

Lisboa, Portugal

Museu titular:

Museu Nacional de Arte Antiga

Datação do objecto:

1657

Autor (s) / Mestre (s) / Artesão (s):

Filipe Lobo

Número inventário do Museu titular:

1980 Pint

Material / Técnica:

Óleo sobre tela.

Dimensões:

Altura: 112,5 cm; largura: 184,5 cm

Atelier / Movimento:

Pintura, paisagem (veduta).

Proveniência:

Doação de D. João da Costa de Sousa de Macedo, 1952.

Tipologia do objecto:

Pintura.

Periodo de actividade:

C.1650–1675

Local de produção:

Portugal.

Descrição:

Esta pintura é uma apreciável veduta de dois dos monumentos emblemáticos da arquitectura portuguesa do reinado de D. Manuel (r. 1495-1521), a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos. Testemunha também aspectos do quotidiano de Lisboa nos meados do século XVII, reunindo em torno do entretanto desaparecido Chafariz da Bola um conjunto de figuras pitorescas. São significativas as diferenças entre a paisagem circundante do Mosteiro Jerónimo de Belém e o que hoje lá se pode observar: o Mosteiro próximo da beira-rio e o Palácio da Praia, situado no local onde hoje se ergue o Centro Cultural de Belém. A silhueta ao fundo corresponde à Torre de Belém, outrora localizada no leito do rio Tejo e longe da margem. A pintura assume uma importância relevante como documento histórico no que respeita à iconografia da igreja e do edifício conventual, nomeadamente, quanto à imensa fachada do dormitório dos monges, que acabara de ser objecto de algumas transformações. Pode observar-se, ainda, a existência de um corpo arquitectónico intermédio, entre a igreja e o dormitório, correspondente à desaparecida Sala dos Reis, e a ausência da actual cúpula da torre sineira, só edificada na década de 70 do século XIX.
Trata-se da única obra conhecida de Filipe Lobo, um pintor documentado na Irmandade de S. Lucas, em Lisboa, até 1675. O holandês Dirk Stoop, que permaneceu alguns anos em Portugal (1659-1662) ao serviço da Corte e que em 1662 acompanhou a Inglaterra a infanta portuguesa D. Catarina de Bragança, pintou igualmente uma vista de Belém (Haia, Mauritshuis) idêntica à de Filipe Lobo e em data bem próxima desta, o que pode pressupor a ocorrência de contactos entre os dois artistas.

View Short Description

Pintura de grande importância histórica e iconográfica pelo testemunho fidedigno que nos fornece sobre o aspecto do Mosteiro dos Jerónimos, de Belém, e suas imediações, nos meados do século XVII. É a única obra conhecida do pintor português Filipe Lobo.

Proprietário atual:

Museu Nacional da Arte Antiga

Como foram estabelecidas datação e origem:

A pintura está assinada e datada: "Philipus Lupus fecit MDCLVII".

Historial da aquisição pelo Museu:

Doação de D. João da Costa de Sousa de Macedo, 1952.

Bibliografia seleccionada:

Teixeira, F. A. G., A Irmandade de S. Lucas, Lisboa, 1931.
Moura, C., O Limiar do Barroco – História da Arte em Portugal, vol. 8, Lisboa, 1986.
Museu Nacional da Arte Antiga, Lisboa-Bona, 1999.
Rouge et Noir, Trésors du Baroque, Paris, 2001.

Direitos de autor (designação completa):

Direitos de autor fotografia: Divisão de Documentação Fotográfica/ Instituto dos Museus e da Conservação,I.P.

Citation:

José Alberto  Seabra Carvalho "Vista do Mosteiro e Praia de Belém" in "Discover Baroque Art", Museum With No Frontiers, 2016. http://www.discoverbaroqueart.org/database_item.php?id=object;BAR;pt;Mus11_A;12;pt

Autoria da ficha: José Alberto Seabra CarvalhoJosé Alberto Seabra Carvalho

APELIDO: Seabra Carvalho
NOME PRÓPRIO: José Alberto

ORGANISMO: Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa

CARGO: Conservador da Colecção de Pintura

CV:
José Alberto Seabra Carvalho é Historiador de Arte e Conservador da Colecção de Pintura do Museu Nacional de Arte Antiga

Número interno MWNF: PT 15

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